terça-feira, 7 de setembro de 2010

O brilho eterno de uma mente sem lembranças.

01:03 da madrugada. O brilho eterno de uma mente sem lembranças.

O filme termina, começa a última música, que eu realmente gostei, e as letrinhas começam a subir.

A coca cola vazia em cima da mesa, os papeis com lembretes das aulas do cursinho, lixo, e um cachorro deitado na porta.

A música me inspira a escrever, o filme também, mas eu realmente não sei como me sinto agora.

Talvez meio que sem lembranças também, ou talvez só sem você.

A música acaba, o silêncio não me da vontade de me mover.

01:06. Você.

Dificuldade pra respirar, falta de sono, um pouco de ansiedade, preguiça de ter que dormir só pra acordar de novo. Não faz muito sentido.

01:07. Você de novo.

Tu, digo eu, ainda não cansei de te ter na minha mente¿

01:08. Ainda você.

Eu poderia fazer isso a noite inteira, sabia né¿ Acho que eu nem precisaria dormir, se é só pra acordar de novo e continuar pensando em você.

01:09. Eu sorrio. Apenas você.

Te vejo nos meus sonhos, até amanhã querido, e depois e depois e depois...

01:11. E assim vai.

sábado, 4 de setembro de 2010

Só Kurt Cobain me entenderia.


Só kurt Cobain me entenderia. " I wish I could eat your cancer when you turn black".
Nós estávamos conversando, nós estávamos felizes, por um momento. "Um segundo é tudo que você pode esperar da perfeição".
Ele saiu rapidamente sem dar explicações. Eu senti que algo estava errado, uma irritação súbita tomou conta de mim. Briguei com todos a minha volta.
Tentei dormir, não consegui. Voltei, lá estava ele. Disfarçou, não me convenceu.
Sou o medo, a consciência e a injustiça do mundo agora. Todo o peso sobre minha cabeça e meus ombros, meus pêlos arrepiados.
Acendo um cigarro, tento criar em mim um câncer também.
Ele me afasta, diz que não quer pessoas que precisem dele, já que ele não tem nada a oferecer. Eu só quero estar lá por ele.
Sou a impotência do mundo agora. Ele está morrendo, cada minuto é uma surpresa, cada dia menos vida, sem que eu possa fazer nada, sem que eu possa ao menos deitar ao lado dele, dizendo que tudo vai ficar bem.
Ele diz que é só um pouco de sangue dessa vez, que está acostumado com coisas piores.
Sou a indignação, sou a revolta do mundo. Peço perdão a Deus por questiona-lo por um momento.
Eu digo que gostaria de sofrer isso por ele, e ele me manda ficar quieta, ele me afasta novamente. Tudo que eu posso fazer é olhar pra tela do computador.
Ele sai novamente. Sou a impaciência do mundo.
Só Kurt Cobain me entenderia. "I wish I could eat your cancer when you turn black".