domingo, 27 de junho de 2010

Eu, o sofá e a tv muda.


3:30 da madrugada, eu o sofá e a tv muda. O silêncio grita e machuca meus ouvidos, eu os tampo, mas pra quê? apenas mais silêncio vem gritar ao meu redor e eu não quero ouvir o volume no 0 da televisão, o relógio fazendo tic tac, a geladeira funcionando, meu toque ao me mover no travesseiro, minha respiração difícil, meu coração se contorcendo, o grito abafado na garganta, o gemido interno de dor, os pensamentos embaralhados e a neblina chegando. Tudo isso ecoando no silêncio, fazendo um barulho impossível de se aguentar.
É engraçado olhar pela janela e ver tudo embaçado pela neblina, os prédios, o céu.. parece que só meu apartamento está livre dela, acho que é aí que eu me engano, ela deve estar envolta de mim e talvez por isso eu não consiga enxergar nada com clareza, toda vez que ela vem, me envolve com sua calma dor, devagar, me matando lentamente com seus silêncio.
O silêncio grita tudo aquilo que eu não quero ouvir.
O silêncio não para de gritar.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

No feelings


Esses são os dias de NF como diz uma amiga, no feelings. Dias que eu descasco o esmalte preto das minhas unhas sem me preocupar, mato uma aula chata para fumar um cigarro sem me importar com a solidão. Eu acordo, faço o que tenho que fazer e espero calmamente o dia passar até a hora de me deitar novamente e finalmente dormir. Sem chorar, sem sorrir, sem pensar, sem sentir.
Essa não será uma das noites que eu vou encostar a cabeça no travesseiro e me incomodar por não te ter ao meu lado para me abraçar nesse frio. Vou simplesmente deitar no lado contrário da cama, à encher de cobertores e fechar meus olhos. É, um dia a gente cansa.

"Quando estamos só eu e ele, eu nunca me sinto sozinha. Quando eu estou sozinha também não. Eu sinto solidão quando estou na aula de educação física. Eu sinto solidão quando estou nas festas do colégio, da cidade, da família. Eu sinto solidão quando o domingo termina. Quando me arrumo pra sair e tudo continua igual, não importa como eu me vista."

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Please remember december

Um dia desses eu estava sentada num banco de uma pracinha naquela pequena e nada pacata cidade e o céu mostrava um sol que brilhava belo e incessante, foi aí que aquele garoto apareceu com seu Jack tatuado no braço... Ele realmente chamou minha atenção e quando então abriu aquele sorriso , aquele, tirou a minha paz e a levou pra longe de mim, nunca mais devolveu.
É engraçado pensar que na hora em que te vi passar nem sabia onde iria me levar e agora os dezembros continuam a passar, às vezes lentos quando me vejo sem você, às vezes rápidos demais, só pra me contrariar, quando ao seu lado não quero ver a hora passar. Todo dezembro me faz lembrar, como eu faço isso parar?
As marcas daqueles dias quentes e até certo ponto tranquilos vão pra sempre habitar a minha mente e o meu coração que ficou tão quebrado quanto tudo acabou.
Como de repente tudo ficou tão difícil? difícil de se aguentar, de manter, de lidar, de esquecer...
Você costumava me fazer sorrir e agora me faz hesitar, meu sangue gela e enformiga ao seu redor, meu rosto cora, minha respiração acelera.
Estou no meio de um inverno muito frio, sozinha em uma grande cidade, quase impossível de acreditar que tudo isso começou em uma ensolarada tarde de verão naquela mesma cidadezinha.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Ele e Ela

Ela certo dia, fez um pergunta, que talvez nunca deveria ter feito, TALVEZ; mas que com certeza mudou sua vida, para sempre.

- Quem é ele?

A resposta não foi dada com muitas explicações então os dias só se passaram normalmente mas não muito tempo depois, ele perguntou sobre ela também. Houve um interesse, definitivamente.

Não, essa não é apenas mais uma história de amor, e sim uma sobre o amor.

Então lá estava ele quando ela chegou. Ele só virou seu boné e deu um sorriso que de alguma forma fez o coração da rainha do gelo derreter e ela sem perceber sorriu de volta, um sorriso que veio de dentro da escuridão da sua alma. Eles se envolveram.

Cada um completamente diferente, com suas manias e rotinas distintas, isso tornava tudo difícil porém impossível de conter.

As apostas rolavam, a platéia observava, dia após dia, como se estivessem assistindo um acidente de carros descontrolados prestes a acontecer, até que aquela liberdade os prendeu de uma forma não permitida quando ninguém pretende se machucar.

Eles descobriram que faziam aniversário na mesma data, 07 de maio, não que isso importasse porque de certa forma mais 2 anos e tudo estará supostamente acabado, o tempo não pode passar, mas mesmo antes sem saber, mesmo antes de os olhos dela mudarem de cor ao vê-lo pela primeira vez eles estavam fazendo isso juntos

Toda vez que eles pareciam que iam colidir e que não agüentariam mais as dificuldades, a falta, a saudade e a necessidade um do outro os unia novamente, mesmo que demorasse, mesmo que o orgulho levasse um tempo a ceder.

Estranhos, era o que os outros diziam, ninguém nunca realmente entendeu a relação deles.

Mas ela percebeu que havia algo errado, os olhos dele e as atitudes mostravam o amor, um amor forte demais para ser explicado e que ela conhecia pois sentia também porém as palavras do garoto eram frias, diziam ao contrário. Havia um segredo, que queria o levar dela, queria tornar a rua em que eles colidiram em apenas ruas vazias. Sim, eles colidiram, foi um acidente de dor e amor mas que de maneira nenhuma poderia ser evitado, destino. Eles pertencem um ao outro e isso ninguém se atreve a negar.

Os dias passavam, cada vez mais lentos e longos, principalmente quando ele tentava convence-la de que precisava ir.

Aquele segredo foi susurrado e o chão dela de repente se perdeu, mas ela não ligava, ela sempre acreditou nele e tudo que importava era no final estar ao lado dele, ela só queria ficar ao lado dele. Ela continuou forte, até o dia em que ele disse que não poderia ficar, é, ele iria partir.

Como se descreve a dor? era a primeira vez que ela sentia aquela solidão, e eu não acho que seja possível descrever, então só por um segundo lembre-se de sua maior perda, da sua maior saudade e a combine com quartos escuros, dias lentos, lágrimas, sonhos e pesadelos incessantes, os sinais de que ele estivera lá a todo momento em qualquer lugar que ela olhasse. Não há para onde fugir, a dor está dentro dela.

E assim os dias se passam para ela e talvez assim para ele também.

Aquele amor nunca irá morrer, por maior que seja a vontade de cessar com essa dor a garota prefere passar o resto da vida fingindo a ter que esquecer. Aquilo pode mata-la mas é real, e foi o melhor, maior e mais forte de todos os sentimentos, antes perder sua vida do que perde-lo.

Agora apenas ruas vazias onde os sinais daquele acidente estão por toda parte, marcas e mais marcas.

Nas suas costas ela tatuou: ‘ I wish I could leach your câncer when you turn black’

E quer dizer a ele que se lembre que os morangos ainda estão no congelador.

terça-feira, 1 de junho de 2010

wake me up inside

eu tenho o seu amor, eu sinto sua bondade, por que a gente não gosta de quem deveria gostar? eu juro que eu gostaria que fosse você.
talvez eu esteja acostumada com a turbulência e com a dor que quando eu sinto sua paz ao meu redor esse desespero toma conta de mim, não sei se falta algo, não sei apenas não é pra ser.. oh por que não?
talvez se você estivesse perto e ele longe, talvez com o tempo nós poderiamos fazer isso dar certo, eu sinto tanto eu não poder ser a pessoa certa pra você, é eu realmente não sou.
E no meio de toda essa confusão que se encontra dentro de mim eu tenho tanto medo de te machucar, você deveria sair enquanto é tempo.
Eu estou presa entre o certo e o errado, na dúvida, no mesmo quarto escuro, na rotina, à espera, alguém poderia vir e me resgatar? eu não posso mais fazer isso comigo, eu não posso mais fazer isso com você.
você é o certo, você deveria ser o único, me faça ver isso, me faça sentir, sentir algo além do nada, além da dor.. Eu preciso do certo